RECORD DE MÚSICOS E PÚBLICO NO VII ENCONTRO DE BANDONEONS EM PASSO FUNDO RS

A noite do último sábado, dia 21 de novembro de 2009, foi marcante para os admiradores da boa música em Passo Fundo, RS. Até a chuva colaborou e parou de precipitar quando se aproximava o início do VIIº Encontro de Bandoneon. O público correspondeu e lotou auditório do Colégio Notre Dame. 45 músicos, 38 deles bandoneonistas, mais sete acompanhantes (violão, violino, e piano) fizeram o público que acompanhava no Centro de Eventos do Notre Dame vibrarem a cada apresentação. O Sr. Edwin Schweig de 93 anos, foi o que mais chamou atenção pela disposição, sendo que participa do evento ha três anos consecutivos sendo aplaudido de pé após sua apresentação. Caxias do Sul foi a cidade que mais enviou músicos, totalizando 9 bandoneonistas. Músicos do RS, SC, Uruguai e Argentina durante três horas se esmeraram em levar a uma seleta platéia o melhor da música executada com maestria. Como atração extra a “Orchestra Típica Argentina”, de Resistência Del Chaco do Maestro Fernando Cassiet fechou com chave de ouro o evento. Passo Fundo está se destacando nacionalmente por várias atividades culturas e esta sem dúvida ajudará a colocar nossa cidade no contexto musical e a engrandecer a cultura do sul do continente. O sr. Plinio Mena Barreto do Amaral, conhecido com Tio Mena (hoje com 85 anos) foi o idealizador dos Encontros de Bandoneon e considera este o encontro que mais reúne músicos de todos os que participou, ficando emocionado por poder levar a cabo mais esta empreitada. Após o espetáculo, os bandeonistas se reuniram em uma churrascaria para brindar o sucesso do evento, lá permanecendo numa fantástica tertúlia até altas horas. A rádio Planalto FM, através do apresentador Ibaldo Pedra, transmitiu ao vivo o evento pelo seu site e teve retorno através de mensagens das mais variadas cidades do mundo, o que para os que não puderam comparecer foi uma forma de acompanhar todo o desenrolar das apresentações.
Escrito por (........) Postado por Menegol às 10h11
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Menegol, Hilton e Dornelles na inauguração da estátua do Pajador, em São Luiz Gonzaga.
Escrito por (........) Postado por Menegol às 10h41
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VII ENCONTRO DE BANDONEON DE PASSO FUNDO
CONVITE
DIA 21 DE NOVEMBRO DE 2009 – 18:00H LOCAL : CENTRO DE EVENTOS DO COLÉGIO NOTRE DAME Passo Fundo, 16 de novembro de 2.009. Prezados(as) Senhores(as): Ao abraçá-los(as) cordialmente, A ACISA - Associação Comercial, Industrial de Serviços e AGRONEGÓCIO de Passo Fundo, juntamente com a Comissão Organizadora do VII Encontro de Bandoneon de Passo Fundo, tem a honra de convidá-los(as) para que prestigiem e divulguem o evento, que será realizado no dia 21 de novembro de 2009, às 18h, no Centro de Eventos do Colégio Notre Dame. Passo Fundo tem se destacado no Estado e nacionalmente por várias atividades culturais. Além desta estreita relação com ações culturais, aqui se realizam inúmeras atividades vinculadas a cultura, fonte de abastecimento intelectual e de preservação da história de um povo e suas relações étnicas, hábitos e costumes, tradicionalista, religiosos, musicais e outros atributos que fomentam o desenvolvimento pessoal e coletivo. Isto posto, esperamos mais uma vez, contar com seu apoio, para podermos realizar a cada ano um Encontro de melhor qualidade, inserindo cada vez mais Passo Fundo no contexto cultural do Estado e do Sul do Continente. Ressaltamos que o Evento tem entrada gratuita, não objetivando lucro, porém serão aceitos brinquedos que serão distribuídos para o Natal de entidades carentes. Como atração especial, estará se apresentando a Orquesta Típica Argentina de Don Fernando Cassiet. Contamos com sua presença. Tio Mena José da Silva Almeida Dimas Froner Idealizador Presidente ACISA/Promotora 3313 4841 3312 2588 3311 1300 se pode ouvir pela rádio Planalto FM www.rdplanalto.comclique em ouvir a rádio FM a partir das 18 horas
Escrito por (........) Postado por Menegol às 10h33
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Maconha e poluição prejudicam a fertilidade do homem (12/11/2009)
Poluição, tabagismo e drogas são fatores que levam à infertilidade masculina. Essa é a conclusão de vários anos de estudo do coordenador da Unidade de Toxicologia Reprodutiva e de Andrologia da Universidade de São Paulo (USP), Jorge Hallak, que apresentou o tema no 32º Congresso Brasileiro de Urologia, em Goiânia. O médico, que já divulgou algumas pesquisas mostrando a relação da poluição com a produção de espermatozóides de baixa qualidade, está finalizando um estudo sobre a influência da maconha na infertilidade masculina. De acordo com ele, a pesquisa será publicada em cinco meses. De acordo com Hallak, os homens que trabalham nas ruas e inalam muita poluição têm uma maior concentração de radicais livres de oxigênio no sangue, o que prejudica a fabricação de espermatozoides de qualidade. Segundo ele, as drogas como maconha, crack e cocaína também causam estragos na fertilidade do homem. “A maconha altera a produção do espermatozóide. Ele muda de formato e perde a mobilidade. Basta consumir a droga uma vez por semana para desenvolver esses efeitos. A pesquisa vem acompanhando 32 homens, no período de dois a sete anos, que consomem a erva. De acordo com ele, o tratamento, nos dois casos, é a administração de vitaminas como a E e a C por aproximadamente sete meses para melhorar a qualidade do espermatozoide. Autor: ABEAD Fonte: ABEAD
Escrito por (........) Postado por Menegol às 18h07
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Pesquisa aponta que 40% dos dependentes começam a usar drogas entre 7 e 11 anos (16/11/2009)
Uma pesquisa realizada pelo Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas) indica que 40% dos jovens começam a usar drogas entre 7 e 11 anos. O estudo foi feito entre 2007 e 2009 com 112 jovens com idades entre 12 e 18 anos atendidos pelo centro ligado a Secretaria de Estado da Saúde. Dos entrevistados, 2% disseram que eram usuários desde dos 7 anos, 4% com 8 anos, 9% com 9 anos, 10% com 10 anos, e 15% aos 11 anos. Dos usuários que usavam drogas aos 11 anos, 33% não estudam atualmente e 91% dos que estão no último ano do ensino médio estão atrasados. Segundo o psicólogo Wagner Abril Souto, autor da pesquisa e coordenador do Programa de Adolescentes do Cratod, quanto antes os jovens começam a consumir drogas, aumentam as chances de dependência química. O tabaco foi a primeira droga a ser consumida por 57% dos entrevistados. A maconha aparece em segundo lugar na escolha dos adolescentes com 51%, em seguida o álcool, com 38%, os inalantes, com 18%, a cocaína, com 17% e, por último, o crack, com 10%. De acordo com o levantamento, existe uma tendência dos jovens escolherem as drogas lícitas em primeiro lugar, já que o acesso é mais fácil. O Cratod oferece tratamento gratuito para dependentes de álcool, tabaco e outras drogas. O Centro fica localizado na rua Prates, 165, Bom Retiro, centro de São Paulo. Autor: Editoria Últimas Notícias Fonte: Folha Online
Escrito por (........) Postado por Menegol às 18h06
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HISTORIA DO RIO GRANDE DO SUL
O conceito de liberdade e democracia nas estâncias Por Manoelito Carlos Savaris O conceito de liberdade e democracia do gaúcho é diferente do europeu. O gaúcho nunca admitiu preeminências de classes ou de raças. A democracia e a liberdade são necessidades vitais do gaúcho. Na Europa a liberdade foi adquirida lentamente, depois de lutas seculares contra o feudalismo, a coroa ou a igreja, enquanto que no rio Grande do Sul é uma condição a tudo. Nos acampamentos era percebida a organização democrática das estâncias. Os chamados exércitos irregulares, aos quais cabe um papel relevante na nossa história militar, são como que moldados à feição das próprias fazendas. Reafirma-se o papel destas como verdadeiras células sociais em todo o nosso organismo coletivo, elas influem de modo decisivo nas manifestações de nossa atividade histórica, na sociedade, na política, na psicologia individual e coletiva. É a democracia rio-grandense das estâncias que influi sobre a disciplina e não esta sobre aquela. Os estancieiros, suas famílias e seus peões constituíam uma unidade que tinha alguma coisa do clã céltico ou da organização patriarcal sem se confundir com nenhum deles. Do primeiro não tinha o aspecto aristocrático nem o cunho fortemente patronal que o caracteriza, nem possuía o grau de parentesco predominante que distingue a segunda. A solidariedade que se forma dentro das fazendas em torno dos chefes, decorre da inexistência da pequena propriedade (os que não tinham terra deviam viver agregados aos donos do latifúndio). Entre chefes e empregados percebe-se muito do sistema patriarcal, onde o dono se entrega junto aos empregados nos trabalhos da comunidade. O gaúcho não se une ao estancieiro por sentimento de temos. A unidade social, aqui, não tem a coesão coercitiva e dura como se verificava no período feudal europeu ou mesmo no nordeste do país. O gaúcho é mais um amigo do que um subordinado do patrão. Somente por essa relação, quase patriarcal, é que se explica a existência, na nossa história, de exércitos formados pelos donos e peões das estâncias. Os peões, transformados soldados, nas refregas contra os castelhanos ou nas lutas intestinas, tinham orgulho de pertencer ao exército de talou qual estancieiro. Importante diferença, também, entre o sistema das estâncias formadas aqui e os feudos na Europa, ou as fazendas do leste e norte brasileiros, é a de que os estancieiros não lutavam uns contra os outros, pelo contrário, formavam uma rede de amizade e mutua proteção. No Rio Grande do Sul, diferentemente dos latifundiários europeus do período feudal, estiveram dispostos a sacrificar suas posses em prol da província. O estancieiro rio-grandense sempre entrou na luta procurando o maior numero de adesões voluntárias, onde os interesses coletivos se sobrepunham aos de cada um em particular. Fonte: Goulart, Jorge Salis. A formação do Rio Grande do Sul. 4ª edição. Co-edicao Martins Livreiro e Editora Universidade de Caxias do Sul. 1985. IGTF.
Escrito por (........) Postado por Menegol às 18h03
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Definido tema da Semana Farroupilha de 2010
O tema da Semana Farroupilha 2010 foi apresentado na noite de quinta-feira, no 35 CTG, em Porto Alegre, pelo presidente da Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas, Manoelito Savaris. “Farroupilhas: ideais, cidadania, revolução!” busca trabalhar a revolução sob estes três aspectos: seus ideais, explorando os motivos que levaram os farroupilhas a se posicionarem contrariamente ao Império; a cidadania, apresentando a vida dos farroupilhas enquanto cidadãos, com famílias, propriedades, direitos e deveres civis, entre outros pontos; e a revolução, mostrando a movimentação das tropas no território gaúcho, destacando a vida nas três capitais farroupilhas. Para a construção do Desfile Temático de 2010, é sugerida, com possibilidades de modificação, dez invernadas, abordando os seguintes temas: a vida em família, o trabalho: lida de campo e charqueadas, a religiosidade: casamentos e batizados, as festas: fandangos, tava e o truco, além da chula, os ideais farroupilhas: assembleia provincial e as lojas maçônicas, os líderes e suas características, os estrangeiros engajados, as três capitais farroupilhas, a proclamação da república: bandeira e hino e os líderes e seus destinos após a Revolução.
Escrito por (........) Postado por Menegol às 18h00
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O Sinuelo
Talvez muitas pessoas ignorem o que é sinuelo. Mesmo muita estância, atualmente, não possui mais um amestrado sinuelo para os apartes de bois num pelado de rodeio. Este serviço agora é feito em tronco. Até as tropas são faturadas desta maneira. Tem lá suas vantagens. Poupa os cavalos e com pouca gente e tempo se aparta, refuga qualquer número de reses. O sinuelo era formado de um lote de seis a doze bois de igual pelagem, tendo, porém, sempre um deles o pêlo diferente. Por exemplo: se o lote de bois fosse salino, um deles era mouro ou vice-versa. Os animais para futuro sinuelo era escolhidos pela pelagem e tirados da cria com dois anos de idade. Depois ficava, à parte, em um potreiro, para se enquadrilharem. Feito isso,começava-se, então, a ensina-los a missão que deveriam vir a desempenhar nas lides do campo. Todos os dias eram trazidos do potreiro e, por várias vezes, obrigados a entrar e sair da mangueira, a fim de aprenderem a fazer isso com facilidade, segurança e presteza. Eram metidos como já disse, a gritos e a laço, mangueira adentro e porteira afora. Para alerta-los ou acelerar a marcha, se gritava: "Sinuelo boi" – E, para tranqüiliza-los ou pará-los, o grito era: "Oxe boi". Cada vez de se levantar um rodeio ou mover-se com o gado, mesmo em plena marcha e ao aproximar-se de uma porteira ou mangueira, gritava-se pelo sinuelo, a fim de que ele ponteasse, fazendo com que o resto do gado o seguisse. Nos rodeios, se colocava o sinuelo a uma distancia de uns 80 metros. Lá ele ficava, sem mover-se, cuidado por dois homens à espera das reses que seriam apartadas. Essas reses eram tiradas do rodeio uma de cada vez, calçadas entre dois ou três campeiros, aos gritos de "fora, boi", e levadas a pata de cavalo e, se possível, assavam-lhe a roseta da esporas no lombo. Mas, ao aproximarem-se do sinuelo, agiam com calma, a fim de não espantarem as reses ou bois ariscos que já tinham sido apartados e estavam entre o sinuelo. Hoje em dia, em falta de sinuelo, para se conduzir alguma animal xucro ou para os apartes dos rodeios, improvisa-se um sinuelo com vacas e bois mansos. Isso resolve e facilita o serviço. Em tempos idos, cada estância apresentava seu sinuelo de bois criados e de pelagem original, como africano, nilo e jaguané. E tinham maior satisfação ainda em demonostrar como os animais era bem adestrados no serviço. E a gauchada de lado, fazia valer suas qualidades campeiras, ressaltando a perícia e boa rédeas de seus pingos, soltos de pata, barbaridade! Como era lindo o grito de "Ta fora, boi", cerrando perna no pingo, costeleando o boi a ponto de riscar-lhe o fio do lombo com a espora. Um homem é um homem. E o que é do homem o bicho não come. Autor : Raul Annes Gonçalves Do livro Mala de Garupa (Costumes Campeiros) Terceira Edição – Martins Livreiro
Escrito por (........) Postado por Menegol às 17h57
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Drogas: a carta que a juventude precisa ler
Enviado por Jorge Antonio Barros - 27/10/2009- 2:13 "Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima" (Luiz Fernando Prôa, pai de um jovem que estrangulou a namorada depois de um surto, possivelmente causado pelo uso de crack) A íntegra da carta do pai é a seguinte: "Meu filho começou na droga pelo álcool, no colégio, esta droga LEGAL com que a propaganda bombardeia nossas crianças e jovens todo dia, escancaradamente, e que produz milhares de mortes no trânsito, destrói lares, pessoas do bem e é, como se sabe, a primeira droga que os jovens experimentam. A maioria segue pela vida em maior ou menor grau se drogando com ela, o álcool, outros acabam provando das ilegais, sendo que uns fogem delas, outros se viciam numa espiral crescente e veloz. Em geral, passam pela maconha, vão na boca adquiri-la, e os comerciantes, felizes, lhes oferecem um variado cardápio, self-service: cocaína, crack, haxixe, êxtase, ácido... Sei que há seis anos perdi meu filho para o crack, mas apesar das sequelas e problemas, ele nunca deixou de ser carinhoso e educado com todos, o que lhe granjeou um número sempre crescente de amigos. Ele passou por várias internações - tinha, desde pequeno, outros problemas mentais que se exacerbaram com as drogas. Sempre que saia das internações ficava bem. Até encontrar os amigos, tomar umas cervejas e ai a coisa saía novamente de controle. Nestes tempos o vício, apesar de grave, ainda não tinha produzidos todos seus efeitos devastadores. Mas, com o tempo e a reincidência, o crack foi o devastando. Nos últimos tempos, dizia-se derrotado para o vício, vivia muito deprimido e voltara a frequentar o NA, Narcóticos Anônimos. Tentei de tudo para convencê-lo a se internar, mas vai pedir para um pinguço largar sua garrafa. É inútil. Ele foi cada vez mais descendo a ladeira. De mãos atadas, fiquei esperando pelo pior ou por um milagre, já que segundo os "especialistas", que ditam as políticas públicas para o tratamento de drogas, o drogado tem de se internar por vontade própria. A reportagem que o Brasil assistiu esta semana, da mãe que construiu uma cela em casa, para tentar salvar o filho viciado em crack, é bem representativa de como as famílias vítimas deste flagelo estão abandonadas pelo Estado, e se virando à própria sorte. É bem possível que ela seja punida por isso. Na mesma reportagem, uma psicóloga inteligente afirmava que o viciado em crack tem de vir voluntariamente para tratamento. Este é o método correto, segundo a maioria dos que estão à frente das políticas para esta área. Será que essa profissional é incapaz de entender o estrago que o crack/cocaína ocasiona nas mentes de seus dependentes? Será que ela é capaz de perceber o flagelo que o comportamento desses doentes causam sobre as famílias? Um drogado, ou adicto, que já perdeu o senso de realidade e o controle sobre sua fissura, torna-se um perigo para a sociedade, infernizando a família, partindo para roubos, prostituição e até assassinatos, por surto ou por droga. Esperar que uma pessoa com a mente destruída por droga pesada vá com seus próprios pés para uma clínica é mera ingenuidade destes profissionais. O Estado tem de intervir nesta questão para preservar as famílias e os inocentes. A internação compulsória para desintoxicação e reabilitação destes doentes, que já perderam todo o limite, é uma necessidade premente. Ou será que todas as famílias que vivem esse problema terão de construir jaulas em casa? Se meu filho fosse filhinho de papai, como falaram, eu já teria pago uma ou mais internações. Mas infelizmente o papai aqui não tem grana para isso, assim como a maioria das famílias vítimas deste, que insisto em reafirmar, flagelo. Hoje vi uma pessoa boa se transformar num assassino, assim como aquele pai de família correto, que um dia bebe umas redondas, dirige, atropela e mata seis num ponto de ônibus. As drogas, ilegais ou não, estão aí nas ruas fazendo suas vítimas diárias, transformando pessoas comuns em monstros e o Estado não pode ficar fingindo que não vê. Dizem que vão gastar 100 milhões para equipar a polícia, mas e as vítimas diretas das drogas como ficam? E os jovens humildes atraídos pelos criminosos para seu exército? E os policiais mortos em combate nesta via indireta da guerra do tráfico? Está na hora de acabar a hipocrisia! Meu filho destruiu duas famílias, a da jovem e a dele, além de a si próprio. Queria sair do vício, mas não conseguia. Eu queria interná-lo à força e não via meios. Uma jovem, a quem ele amava, queria ajudá-lo e de anjo da guarda virou vítima. Ele irá pagar pelo que fez, será feita justiça, isso não há dúvida. O arrependimento já o assola, desde que acordou do surto do crack deu-se conta do mal que sua loucura havia lhe levado a praticar. Ele me ligou, esperou a chegada da polícia e se entregou, não fugindo do flagrante. Não passarei a mão na cabeça dele, mas não o abandonarei. Ele cumprirá sua pena de acordo com a lei, dentro da especificidade de sua condição. Infelizmente, só consegui interná-lo pela via torta da loucura, quando já não havia mais nada a fazer, num surto fatal. Este é um caso de saúde pública que virou caso de polícia. Que a família da Bárbara possa um dia perdoar nossa família por este ato imperdoável. Chorei por meu filho 6 anos atrás. Hoje minhas lágrimas vão para esta menina, que tentou por amor e amizade salvar uma alma, sem saber que lutava contra um exército que lucra com a proibição (que não minimiza o problema, pelo contrário, exacerba), por um bando de tecnocratas e suas teorias irreais, e para um Estado que, neste assunto, se mostra incompetente." Luiz Fernando Prôa, o pai
Escrito por (........) Postado por Menegol às 10h37
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Ministério da Saúde libera R$ 41 milhões para a guerra antidroga
Plano para enfrentar a epidemia do crack terá um total de R$ 118 milhões Três meses após anunciar um plano para enfrentar a epidemia do crack e de outras drogas, o Ministério da Saúde afirma já ter liberado 35% dos R$ 118 milhões prometidos. O governo federal se comprometeu a liberar os R$ 77 milhões restantes até o fim de 2010. Os recursos permitirão a abertura de 92 Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) — 11 deles no Rio Grande do Sul — e de 2.325 novos leitos psiquiátricos para internação em hospitais gerais. A oferta atual de leitos desse tipo é de 2.568. Além das cem maiores cidades do país, serão contempladas outras oito de fronteira, consideradas prioritárias. Juntas, elas somam 77,6 milhões de habitantes, mais de 40% da população nacional. Em visita ao Rio, onde participou de fórum sobre trauma promovido pela Organização Mundial de Saúde, o ministro José Gomes Temporão afirmou que o consumo de crack é um "problema gravíssimo'' que atinge principalmente as grandes cidades brasileiras. O ministro ainda admitiu a insuficiência na estrutura de atendimento. — Nós reconhecemos que existem falhas, que nem todas as pessoas que precisam de atendimento nesse momento conseguem atendimento no tempo que gostariam de ter, mas esse plano que está sendo implementado vai trazer resultado — disse Temporão. ZERO HORA
Escrito por (........) Postado por Menegol às 10h30
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Das patas o meu cavalo
Ainda ontem estava me lembrando daquela história do meu cavalo de lida, o de pelo picaço, um flete amigo de todas as horas, que não tinha tempo feio. Mas se quebrou e tive que matá-lo, pois não suportaria vê-lo morrer gemendo de fome e de sede. O senhor sabe como é triste ter que fazer uma coisa dessas, dói muito no coração do gaúcho campeiro... Ah não, não desejo isso pra ninguém, o senhor me entende. Foi assim: montamos ainda de madrugada e seguimos a trote chasqueiro até a invernada do fundo. Semanas antes havia chegado à estância um rapazola franzino, de melenas claras e compridas, que veio dos pagos da Caneleira. Era ativo, excelente de lida, mas um pouco afoito o quebra, o senhor sabe como é essa gente moça, espevitada. E não é que ao repontar uma ponta de gado de dentro do mato, saiu de lá um touro baio, língua de fora e com a baba ao redor da boca, endiabrado por causa da cachorrada que tinha batido nele... Formou-se um banzé, gritos de ''larga, cusco'', ''sai daí, Lorde'', assobios e berros de tudo quanto era lado. Então, o Saracura, que assim chamavam o tal adelgaçado, atropelou um cebruno nem bem domado, que ainda estava de bocal, cosquilhoso, desatou o laço e atirou naquele touro só por pirraça, para fazer uma patacoada. Não é que pegou mal, laçou à meia espalda? Com o tirão, a argola tiniu e os arreios do Saracura foram parar lá nas virilhas e o cebruno se atracou a velhaquear. Que coisa feia, a desgraça estava prestes a acontecer e piorou ainda mais quando a dupla encontrou um buraco e rodou junto, um por riba do outro. O touro, então, mirou os dois, escarceou e se foi. Le digo assim, como me vem hoje esse recuerdo, nem pensei em nada, cravei as esporas no picaço e enveredamos direto de encontro àquele maligno. Nos pechamos de frente, foi um baque tremendo, o picaço não recuou, mas quebrou a paleta, enquanto o touro se esparramou pro outro lado. Abri a perna e já caí com as mãos nas aspas e lhe torci o pescoço, enquanto a companheirada chegava. Ao lado, junto a umas touceiras de alecrim, o picaço gemia, estrebuchando. Senti, ali na hora, que nada mais podia fazer, tirei do coldre meu Schimitão, mirei o meio das orelhas e puxei o gatilho. O senhor avalia o meu pesar? Matar um pingo bueno e ligeiro como aquele, cujas patas pareciam asas, pra salvar o guri? O senhor assuntou bem o causo? Hoje, passado tanto tempo, procuro em cada pingo que vejo as patas brancas do meu picaço, aquele que ficou estendido lá na restinga. Valente e guapo como ele só, o cavalo de patas brancas aladas morreu como um farroupilha, de olhos bem abertos, olhando pra mim. Fonte! Jornal Correio do Povo de Porto Alegre - RS. Edição do dia 24 de outubro de 2009, no caderno Correio Rural, por Paulo Mendes - jornalista e mestre em Literatura Brasileira - pmendes@correiodopovo.com.
Escrito por (........) Postado por Menegol às 11h57
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Tchê music: prenúncio do fim?
Músicos do movimento que desafiou os patrões dos CTGs retomam a pilcha e as tradições José Barros | jose.barros@diariogaucho.com.br Cerca de três anos após a polêmica que varreu bailantas Rio Grande afora, os bons filhos à casa tornam. Em 2006, de um lado, estavam os integrantes das chamadas bandas de tchê music, do outro, os tradicionalistas. Agora, nomes até pouco tempo da tchê music, como Luiz Cláudio e a Tribo da Vanera e o grupo Quero-Quero, estão voltando às origens. Outros, como o Tchê Barbaridade, tentam o meio-termo. Será o início do fim da tchê music? E eles serão aceitos de volta nos CTGs? Pelas palavras do presidente do Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore (IGTF), Manoelito Savaris, não vai ser tão simples assim. – Se voltarem a fazer música gaúcha tradicional, tendo a postura adequada, serão contratados. Mas poderão ter dificuldade, pois haverá desconfiança – acredita o tradicionalista. Quando à orientação repassada aos patrões dos CTGs... – Quem for contratá-los terá que tomar cuidados. Eles terão que comprovar que voltaram ao tradicionalismo – sustenta Manoelito. – Se quiserem disputar o mercado dos CTGs que venham por inteiro. Existem 900 galpões de CTGs realizando bailes, fandangos, pelo Rio Grande do Sul! Crítico do radicalismo com que tradicionalistas tratam a questão, o folclorista e pesquisador Paixão Côrtes ressalta: – Sou contra qualquer medida proibitiva, mas sou a favor de conceituação, da diferenciação dos estilos. E pondera: – Todo modismo tem tempo limitado, é circunstancial, consumista. http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Estilo%20de%20Vida&newsID=a2690557.xml
Escrito por (........) Postado por Menegol às 10h41
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JAYME CAETANO BRAUM


Neste último sábado (10/out) foi inaugurada em São Luiz Ganzaga a estátua de Jayme Caetano Braun. Falecido há 10 anos, Jayme nasceu em Bossoroca, em 1924, então distrito de São Luiz Ganzaga, e se tornou o maior dos pajadores que o Rio Grande conheceu. A solenidade contou com a presença de várias autoridades, tradicionalistas, parentes, filhos e sua viúva Dona Aurora, e amigos que o conheceram em vida ou admiram sua obra, além da apresentação de pajadores e músicos, se destacando Pedro Ortaça, sua amigo pessoal. Lançou diversos livros de poesias, e a antologia poética 50 Anos de Poesia, sua última obra escrita. Publicou ainda um dicionário de regionalismos. Jayme também gravou CDs e discos. Entre seus poemas mais declamados pelos poetas regionalistas do país inteiro, destacam-se Bochincho, Tio Anastácio, Amargo, Payada e Galo de Rinha. Seu nome batiza ruas, praças e principalmente CTGs no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil. Participou das campanhas de Leonel Brizola, João Goulart e Egidio Michaelsen e em 1962 concorreria a uma vaga na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul pelo PTB, ficando como suplente. Jayme nasceu artisticamente em Passo Fundo, quando aos 14 anos estudou no Colégio Conceição e de onde se tem notícias e cópias dos primeiros versos que escreveu, onde também foi construido um memorial em sua homenagem no Parque de Rodeios da Roselândia. Mais do que merecida a homenagem, a estátua que o escultor Vinicius Ribeiro demorou 2 anos para concluir, tem seis metros de altura e não teve recurso público. Através de campanhas e doações de amigos é que com o decorrer do tempo foram sendo comprado o material necessário para sua contrução. A obra retrata Jayme com perfeição, pilchado e bem no estilo que constumeiramente se apresentava, e a cuia em sua mão é como um convite para que o visitante se achegue para uma roda de mate. E nesse andejar em frente, Sem procurar recompensa, Fui vendo - na diferença, Entre passado e presente, Que a lembrança de um ausente, Tem mais força que a presença! JCB Demais fotos no blog do Vinícius http://viniciusribeiroescultor.blogspot.com Hilton Luiz Araldi – hiltonaraldi@gmail.com Passo Fundo - RS
Escrito por (........) Postado por Menegol às 11h13
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História
* Paulo Monteiro Após o Combate do Arroio Teixeira ou Combate do Guamirim (20/11/1893), em que uma tropa republicana saída da sede do município foi derrotada pelo piquete comandado pelo coronel Veríssimo Ignácio da Veiga, as forças oficiais se reorganizaram e prepararam um revide à altura do revés sofrido. O "bugre Veríssimo", como era chamado pelos adversários, devido às relações amistosas mantidas com os caingangues que dominavam as serras circunvizinhas de Passo Fundo, continuava acampado às margens do Arroio Teixeira. Próximo dali jaziam os corpos dos pica-paus tombados no desigual confronto de 20 de novembro em que, armados de lanças e tacapes de guamirim, os maragatos derrotaram a bem armada força legalista. Ao mesmo tempo mantinha patrulhas até a estrada de Mato Castelhano, para o Leste, e próximo à sede do município, para o Sul. O principal acampamento dessas avançadas situava-se no Passo do Cruz, proximidades da casa do capitão maragato Silvio Alves de Rezende. No dia 20 de dezembro de 1893, exatamente um mês após a derrota do Guamirim, um piquete castilhista, sob as ordens do capitão Francisco Brizola, atacou, pela madrugada, o reduto revolucionário instalado às margens do Passo do Cruz. O ataque foi desbaratado e os legalistas deixaram dois mortos, voltando o restante a toda velocidade provocando alarme entre os companheiros que ficaram na cidade. O capitão Eleutherio dos Santos, que comandava o destacamento da Brigada Militar, e já derrotara um piquete revolucionário comandado por Theodoro Ignácio da Veiga, irmão do "bugre Veríssimo", durante um combate travado no Butiá, a 26 de novembro de 1893, resolveu "vingar ao pé da letra o agravo da manhã", na expressão do general Antonio Ferreira Prestes Guimarães. O capitão Eleutherio, à frente de 180 homens, parte deles comandada pelo próprio Francisco Brizola, partiu para o Passo do Cruz. Conseguiu chegar antes do coronel Veríssimo Ignácio da Veiga, que se encontrava próximo do Guamirim. Encontrou 150 revolucionários comandados pelo major João de Souza Ramos e o Capitão Theodoro Ignácio da Veiga, ainda eufóricos pela vitória da madrugada. Eleutherio iniciou o combate atacando os maragatos. Estes responderam prontamente. Ao final de uma hora, o campo estava dominado pelos revolucionários. Os atacantes deixaram no local 25 mortos, entre eles o capitão Francisco Brizola. Como butim de guerra os vencedores contabilizaram mais de 40 cavalos encilhados, 32 armas de fogo de cano longo, pistolas, revólveres, espadas, lanças e um cargueiro com munição. Os revolucionários perseguiram os vencidos, inclusive o capitão Eleutherio. Este, ferido à bala nas espáduas, não conseguiu chegar vivo à cidade, caindo morto a menos de três quilômetros dela. Com a notícia dessa nova derrota os republicanos passo-fundenses, militares e civis, abandonaram a cidade na direção de Cruz alta. O pânico deve ter sido maior pelo fato de que o próprio intendente, coronel Gervazio Lucas Annes já não se encontrava na sede do município. Os maragatos entraram na cidade, não sem antes recolherem o corpo do capitão Eleutherio dos Santos dando-lhe um sepultamento digno no cemitério católico. É bom que se diga que, à época, ainda seguindo uma tradição da Colônia e do Império, Passo Fundo dispunha de um cemitério para os católicos e outro para os não católicos. Estes eram sepultados na parte fronteira de onde seria construído, mais tarde, o quartel do Exército Brasileiro, na atual Rua Teixeira Soares. No dia seguinte, o coronel Elisário Ferreira Prestes e o tenente-coronel José Borges Vieira, veterano da guerra contra o Paraguai, que chegavam de Soledade com uma força de 200 cavalarianos maragatos, perseguiram os fugitivos. Alcançados nas imediações de Carazinho, foram atacados pela retaguarda, perdendo para os perseguidores três cargueiros carregados, duas carretas com diversos gêneros, além de gado vacum e cavalar. Embora os historiadores falem no "Combate do Passo do Cruz", na verdade foram dois combates travados no mesmo dia e no mesmo local. Isto porque, se a força revolucionária era a mesma, pois não houve tempo de receber reforços, bateu-se com duas tropas completamente diferentes. A primeira era um corpo irregular, de "voluntários", e a segunda, sob o comando do capitão Eleutherio, tinha por base homens da Brigada Militar, reforçados com os "voluntários" que conseguiram chegar à cidade depois do combate matutino. Eleutherio dos Santos deixou fama de homem leal para com os adversários, mantendo um comportamento típico de militar de carreira, como de fato era. Já Francisco Brizola, comandava mais um dos grupamentos paramilitares, como se diria em linguagem de hoje, que eram organizados nos municípios, àquela época, e ficavam a serviço dos cabecilhas legalistas. Os republicanos jamais esqueceram as derrotas sofridas durante a Revolução Federalista. E tanto isso é verdade que mesmo depois da "pacificação do Rio Grande", ocorrida no segundo semestre de 1895, a perseguição aos maragatos continuou. Prova disso é que o capitão federalista Sílvio Alves de Rezende, seria uma de suas vítimas. No dia 15 de novembro de 1898, Sílvio e o primo, José Alves de Rezende, foram assassinados por sicários a mando dos dirigentes do Partido Republicano Rio-Grandense de Passo Fundo. Quando o capitão federalista, despreocupado e tranquilo, maneava seu cavalo, foi atacado por cinco elementos armados, que lhe desferiram uma descarga, provocando morte instantânea. José tentou defender o primo e foi atingido várias vezes, falecendo três dias depois. Além do assassínio, os cinco bandidos saquearam o corpo do capitão Sílvio Alves de Rezende em 600$ (seiscentos réis), relógio e outros objetos de valor que trazia consigo. Os homicidas não foram presos e, dias depois, passeavam pelas ruas de Passo Fundo, alardeando o crime. Presidente da Academia Passo-Fundense de Letras e Membro do Instituto Histórico de Passo Fundo
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Escrito por (........) Postado por Menegol às 16h15
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Maconha triplica predisposição à esquizofrenia
Variações bruscas de humor, transtornos de personalidade, paranoias, agitação, agressividade, abandono de trabalho ou estudos e distanciamento da família sem motivo aparente. São algumas mudanças percebidas pela família ou por amigos e que podem evidenciar perturbações por uso de drogas. São muito difundidos os prejuízos causados pelo álcool, pelo crack e pela cocaína, mas a maconha é uma droga considerada inocente e isso, segundo especialistas, não é verdade. Segundo o psiquiatra Marcelo Bilharinho, sabe-se que podem causar desde depressão e ansiedade à síndrome do pânico. "Um dado importante, que tem sido pesquisado em estudos realizados nos últimos 5 anos, descobriu que pessoas que têm alguma predisposição a desenvolver um distúrbio mental grave, como a esquizofrenia, com o uso da maconha durante a adolescência, aumenta em até três vezes a incidência da doença nessas pessoas", explica. Para ele, a maconha é muitas vezes subestimada pelas pessoas e pode causar problemas graves. Bilharinho explica que a banalização do assunto por conta de filmes e programas que amenizam os prejuízos das drogas, com informações distorcidas pela mídia, são um dos problemas. "O estímulo exagerado ao consumismo e à competitividade leva a uma frustração e as pessoas acabam buscando na droga um alívio", afirma. Entre as principais causas estão fatores sociais, familiares, psicológicos, ambientais e até bioquímicos cerebrais. "Geralmente, há uma incidência maior de uso de drogas em pessoas que estão em ambientes conflitantes, não necessariamente naquelas de nível socioeconômico mais baixo, mas em ambientes de conflito, como separação ou morte precoce dos pais, envolvimento com más companhias", destaca. O psiquiatra alerta que todas as drogas têm potencial para causar dependência, inclusive as permitidas por lei. "Um uso recreativo, esporádico, não causa dependência. Isso não ocorre com drogas mais pesadas como o crack e a heroína, mas com drogas como álcool, tabaco e calmantes. Mesmo assim é bom salientar que nunca é bom brincar com fogo, pois a dependência pode aparecer a qualquer momento". Autor: Seção Saúde OBID Fonte: Jornal da Manhã
Escrito por (........) Postado por Menegol às 11h42
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